Salão de Cabeleireiro

  • November 14, 2016 1:58 pm

Salão de cabeleireiro | Hair salon ; Arquitectura | architect: Paulo Seco ; Cliente | Client: Letícia Valente. Localização | location: Válega. Ovar . Projecto | project: 2016 . Construção | construction: 2016 Imagem | image: © Guilherme Carmelo

Projeto de transformação de um espaço comercial em salão de cabeleireiro.
A pequena dimensão do negócio exigiu uma solução com um orçamento extremamente reduzido para as obras e os equipamentos necessários.
Num espaço com cerca de 100m2 foi organizado um programa simples, com áreas de receção, espera e áreas de trabalho, num espaço único e amplo.
Para se conseguir um maior controlo acústico do salão – da reverberação dos ruidos provocados no interior – foi criado um painel de revestimento em todas as paredes do salão, com placas fibrobetuminosas, que são normalmente utilizadas nas subcoberturas dos edifícios; a sua forma ondulada e a sua textura proporcionaram uma solução tecnologicamente simples e com custos reduzidos que resultou num ambiente diferenciado.

Bar Academico F C

  • October 21, 2016 1:52 am

 

 

O Académico F. C. é um clube desportivo da cidade do Porto que, desde 1927, tem a sua sede no antigo Palacete do Lima, um edifício construído em meados do século XIX na Rua de Costa Cabral.
Este edifício de dois pisos mantém o essencial das suas características originais no piso principal, embora precise de profundos trabalhos de manutenção e restauro. No piso térreo onde, entre outros usos, existe o bar do clube há já algumas décadas, era visível o seu estado de degradação mais acentuado, provocado pelo uso intenso, pela falta de manutenção das infraestruturas e ainda pelo acelarado desgaste dos revestimentos entretanto aplicados, que tornou indispensável a remodelação do bar.
Os reduzidos meios financeiros do clube, insuficientes para um trabalho de reabilitação profundo, ditaram uma solução que pretendia ser pouco intrusiva, que não viesse a comprometer posteriores intervenções, mais estruturantes.
Como solução espacial e de organização do programa do bar, mudou-se o balcão e a área de serviços para um local mais reservado e manteve-se a sala principal que, juntamente com uma nova sala (onde se localizavam os serviços), garantiram uma privilegiada relação da área de mesas com o exterior e com a iluminação natural. Do ponto de vista construtivo, a solução limitou-se a propor a aplicação de um novo pavimento e de um sistema de painéis nas paredes que recobririam os vários e dissonantes revestimentos existentes – rebocos de várias texturas e cores, vários tipos de azulejo, lambris de madeira, capeamentos de pedra. Seriam novas camadas de revestimento, que se somariam aos existentes, adiando uma vez mais os necessários trabalhos de reabilitação em profundidade.
Com o decorrer das obras, fomos confrontados com a necessidade de remover uma parte do pavimento que estava desagregado e que não permitia, por isso, o assentamento do novo pavimento. A sua remoção deixou visivel um outro pavimento que se encontrava por baixo, um mosaico hidráulico em razoável estado de conservação, apesar de algumas lacunas pontuais e de duas áreas mais extensas, com cerca de um, dois metros quadrados, onde já não existiam mosaicos.
Procurou-se avaliar, junto de um fabricante deste tipo de mosaico, a possibilidade de produção de algumas peças para a substituição dos mosaicos degradados e para a colmatação das áreas sem mosaico. Verificou-se que a dimensão dos moldes destes mosaicos não era compatível com os existentes, sendo economicamente inviável a execução de novos moldes, para a produção da reduzida quantidade de mosaicos necessária.
A remoção do pavimento cerâmico que foi, há já alguns anos, aplicado sobre o pavimento mais antigo, revelou ainda outros dois revestimentos noutros compartimentos: um ladrilho de barro cozido com cerca de 30x30cm e 4cm de espessura, bastante irregular e desagregado, sem condições de ser mantido e um pavimento em xisto, com placas de dimensões consideráveis (algumas com 1,5m de largura), com a suas superfícies irregulares, assente diretamente sobre terra. Este pavimento será certamente o pavimento original, daquilo que poderá ter sido um espaço de serviço, de apoio a uma sala de refeições que se supõe ter existido neste piso, durante o seu uso enquanto habitação; como este pavimento também não reunia condições para ser mantido, foi removido e guardado para uma eventual posterior aplicação.
Analisadas as várias possibilidades que estas descobertas trouxeram, optou-se pela manutenção e tratamento integral do pavimento existente em mosaico hidráulico e pelo preenchimento das outras áreas, com uma argamassa cimentícia de pigmento amarelo.
As paredes foram parcialmente revestidas com painéis de fibras naturais de madeira, onde foram gravados desenhos representativos das diversas modalidades em que o Académico já foi vencedor a nível nacional. Estes painéis permitiram resolver a iluminação artificial através de uma linha de luz na sua parte superior, que ilumina uniformemente todo o espaço. Nos tectos, manteve-se o da sala principal, em estuque, que se encontrava em aceitável estado de conservação e refizeram-se os restantes, tendo-se deixado visivel numa das salas, o testemunho de um infeliz episódio do edifício – um incêncio que em 1982 deixou marcas na estrutura de madeira do tecto.
Os trabalhos de reabilitação ou remodelação em espaços e construções existentes, têm variantes que um projeto, dito “de raiz” não pode antever e que por isso não as contempla. São, por esse motivo, trabalhos que se tornam mais densos, mais substantivos, que transportam consigo uma história que se revela pelas sucessivas camadas que se vão dando a conhecer; estas camadas, no Palacete do Lima, não são só camadas de matéria, são também um testemunho das sucessivas transformações a que o edifício e o clube foram sujeitos.

Bar Académico Futebol Clube |

Arquitectura | architect: Paulo Seco ; colaboração | colaboration: Filipe Lourenço ; Gestão do projecto/AFC | project management/AFC: Gaspar Freitas ; Construtor | general contractor: Construções Litosfera, Lda ; Imagem | image: © ITS Ivo Tavares Studio

Obras de Recuperação e Manutenção do Edifício da antiga Cadeia da Relação do Porto – Centro Português de Fotografia

  • January 1, 2016 9:00 am

 José Figueiredo e Paulo Seco  |  Colaboração:  Ana Rita Neves,  Filipe Lourenço  |  Imagens: © Centro Português de Fotografia  |   2015

 

“O edifício onde se encontra instalado o Centro Português de Fotografia, também conhecido como “Cadeia da Relação” começou a ser construído em 1767, sob risco do arquitecto da Lisboa pombalina Eugénio dos Santos e Carvalho, sensivelmente no mesmo lugar onde, no início do séc. XVII, se haviam erguido as primeiras instalações para a Relação e Casa do Porto. O grandioso imóvel, cuja construção durou quase trinta anos, erguido entre o casario, paredes meias com o convento de S. Bento da Vitória e fronteiro à Porta do Olival, veio a alojar o Tribunal e a Cadeia da Relação. A área disponível da edificação, detentora de uma curiosa planta trapezoidal, foi repartida de forma quase equitativa entre Tribunal e Cadeia, sendo que as instalações do Tribunal foram alvo de cuidados acabamentos, ainda hoje visíveis em diversos pormenores construtivos.” (…)

“No espaço destinado à Cadeia os planos obedeceram às concepções punitivas que vigoravam ao tempo, sendo evidentes as preocupações com a segurança nas grossas paredes de granito, nas grades duplas do piso térreo, nas portas chapeadas a ferro, etc.” (…)

“O saguão principal, concebido com funções de iluminação e arejamento da área prisional, viria a tornar-se, em 1862, com a criação do “pátio dos presos”, numa zona vital para o quotidiano do estabelecimento. Com esse objectivo foi inutilizado um enorme tanque ali existente e foram transformadas as janelas das enxovias em portas de acesso. ” (…)

“O conceito de prisão penitenciária que se divulgou no séc. XIX entrou, desde logo, em conflito com esta velha prisão setecentista. Por soluções construtivas e infra-estruturas deficientes, aliadas à incapacidade financeira do Estado para fazer obras importantes de recuperação, o edifício foi-se arruinando progressivamente ao longo dos anos. Paralelamente, por impossibilidade arquitectónica, não veio a sofrer intervenções de fundo como aconteceu noutras cadeias europeias. Assim, não houve hipótese de criar celas, nem, tão pouco, alojamentos totalmente isolados para mulheres e menores, refeitórios, balneários, etc. Todas as adaptações realizadas, nomeadamente as que ocorreram já no séc. XX, sobretudo depois da saída do Tribunal para outro edifício em 1937, foram feitas em condições precaríssimas, com orçamentos mínimos, tendo sempre em mente a futura transferência para um novo estabelecimento prisional há muito projectado para o Porto.” (…)

“A partir de 1987, o edifício, cedido pela Direcção Geral do Património do Estado ao IPPC sofreu um conjunto de intervenções para suster o seu estado de degradação, que foi acompanhado por sondagens arqueológicas, datação de materiais, investigação histórica, etc. Em 1989 foi adjudicado o seu projecto de recuperação e remodelação ao Arq. Humberto Vieira e ao Gabinete de Organização e Projectos, Ldª. Em 2000 foi iniciada uma última intervenção de adequação às suas novas funcionalidades – o Centro Português de Fotografia -, cujo projecto se deveu aos Arqs. Eduardo Souto Moura e Humberto Vieira.”

texto de Maria José Moutinho Santos e Margarida Santos Coelho em http://www.cpf.pt/edificio.htm

 

da Memória Descritiva do Projeto

(…) “Como filosofia da intervenção a levar a cabo, tida para o conjunto das diferentes obras a realizar, o entendimento que se pretende sempre salvaguardar é o da preservação do edifício, mais do que um restauro, com o carácter de reposição do seu estado original, procurando evitar ações invasivas da sua integridade enquanto edifício classificado com vida e história próprias.

Aplica-se este princípio, no que,  genericamente, respeita aos tratamentos a efetuar na reparação, tanto de rebocos como de estuques interiores, seja em paredes ou em tetos, ou ainda de paredes exteriores, quando as patologias encontradas não sejam devidas a problemas sérios de infiltração de humidades ou de reconhecidas deformações estruturais.

De igual modo, no tratamento geral das cantarias das fachadas, propõe-se como princípio a realização apenas de trabalhos de limpeza, acompanhados com operações de colmatação de juntas e de fissuras abertas, que minimizem ou que eliminem as patologias decorrentes das infiltrações de águas das chuvas, sempre indesejáveis, sem pretensão de reparar danos naturais das superfícies e texturas das mesmas, causados pela passagem do tempo e agravados pela ação dos agentes atmosféricos e, em particular, pela poluição.

Não se prevê assim que, designadamente nas cantarias que delimitam o enquadramento dos diferentes vãos encerrados por gradeamentos metálicos, que apresentam danos de comportamento dos elementos em pedra por ação do tempo ou mesmo até pelas incompatibilidades resultantes da intrusão nas pedras dos espigões metálicos dos próprios gradeamentos, sejam efetuadas reparações que envolvam a substituição de elementos danificados, antes se optando por eventuais reforços pontuais da sua consistência e estabilidade ou pela reparação dos já existentes.

Incluem-se, por acréscimo, obras subjacentes à melhoria das condições de funcionalidade do edifício e de reposição de algumas situações resultantes de intervenções pontuais, menos convenientes, entretanto ocorridas, que contraditam e adulteraram princípios definidos pelos projetos de intervenção anteriores.” (…)

José Manuel Figueiredo e  Paulo Seco

Portugal Meeting Point – Concreta 2013

  • September 12, 2015 12:50 am

 

Concreta 2013 | Portugal Meeting Point ; Projeto | project: Paulo Seco ;  colaboradores | colaboration: Filipe Lourenço,  Ana Rita Neves ; Imagem |image: © Ivo Tavares ; agradecimento | acknowledgment: Ivo Tavares e Grupo Preceram

 

Em simultâneo com a Concreta – Feira Internacional da Construção para uma Regeneração Urbana Sustentável, decorreu na Exponor, em Outubro de 2013, o Portugal Meeting Point, uma iniciativa que contou com o apoio de um conjunto alargado de empresas portuguesas, que se associaram a este projeto e que funcionou como uma plataforma para a internacionalização do sector da Construção.

Esta iniciativa, contou com um espaço de 5000m2 projetado pelo atelier Impare Arquitectura, e agregou um conjunto de valências que potenciaram o encontro entre as empresas presentes na Concreta e os visitantes internacionais, convidados para esta feira.

O Portugal Meeting Point disponibilizou um grande lounge para encontros e reuniões, um auditório onde se realizaram várias conferências promovidas pelas empresas aderentes e um espaço de divulgação de publicações nas áreas de arquitectura, design e construção.

Estiveram também patentes três exposições de elevado interesse para o sector:

- a exposição do Prémio Nacional de Arquitectura em Madeira – edição 2013, organizado pela AIMMP-Associação das Indústrias de Madeira e Mobiliário de Portugal, AO-Ordem dos Arquitetos e CPCI-Confederação Portuguesa da Construção e Imobiliário.

- uma exposição de trabalhos dos alunos finalistas do Mestrado em Design de Interiores da ESAD – Escola Superior de Artes e Design de Matosinhos

- e a exposição do Prémio SECIL-20 anos, uma retrospetiva dos projetos de Arquitectura e Engenharia vencedores deste importante galardão nacional.

Foi ainda promovida uma iniciativa de apoio social, dirigida à Associação “Sorriso da Rita”, uma instituição que tem como objetivo colmatar as falhas de ajudas técnicas essenciais à reabilitação da criança com paralisia cerebral; a iniciativa materializou-se numa Instalação com cerca de 2000 tijolos que foram simbolicamente comprados pelos visitantes e cujo contributo reverteu para a referida associação.

 

Requalificação da Quinta de Baixo – Águas do Porto E M

  • May 5, 2015 7:52 am

 

concurso |competition | Reabilitação da Quinta de Baixo – Águas do Porto E M | Rehabilitation of Quinta de Baixo – Águas do Porto E M

Arquitectura | architect: Paulo Seco | Colaboradores | colaboration: Filipe Lourenço | Projectos de especialidades | engineering: Tiago Ilharco  [Estruturas | structural engineer]; António Lessa [projeto de  hidráulica | hydraulic project ]; Ana Catarina Antunes  [paisagismo |landscaping]; Filipe Trindade [instalações mecânicas | mechanical equipment]; Bruno Silva [Instalações Eletricas | electrical engineer];  Sónia Gomes [acústica | acoustic ] ; Imagem |image: © Impare Arquitectura ; 2014

 

 

É proposta a manutenção da volumetria da edificação existente e a autonomia formal de cada um dos corpos definidos pelos telhados de duas águas; esses corpos serão ligados por um novo volume, de acessos verticais, de desenho compacto e plasticamente independente. Para a entrada de luz natural no sótão, que acolherá áreas de trabalho, é também proposta a abertura de três novas mansardas na cobertura.

O acesso principal ao edifício é feito a partir de uma das duas entradas do logradouro (portão à cota mais elevada e porta adjacente ao edifício, à cota intermédia) das quais se acede à plataforma ajardinada e daí, através de uma galeria balançada sobre a plataforma da Cave, à entrada na fachada Sudeste; esta galeria proporcionará também sombreamento para a esplanada e para os vãos da sala multiusos e da cafetaria.

As circulações verticais dentro do edifício, serão feitas através de um núcleo central composto por uma caixa de escadas e um elevador, racionalizando os acessos e respondendo às exigências de mobilidade, possibilitando o acesso a todos os espaços, a pessoas com mobilidade reduzida.

Todos os espaços de trabalho são amplos, uniformemente iluminados com luz natural e foram gerados pela adaptação das novas funções, conciliando os valores patrimoniais com as atuais exigências de conforto.

Genericamente, a solução apresentada não altera a volumetria nem a implantação do edifício existente, pelo que se considera que as relações com o espaço envolvente se mantêm, havendo no entanto, a necessidade de qualificar os espaços existentes.

Manter-se-ão assim as relações visuais privilegiadas, sobranceiras ao rio Douro, naturalmente qualificadas com a revitalização do jardim e da mata da Quinta de Baixo.

 

 

 

 

projeto para 3 rotundas| lousã

  • February 12, 2015 1:08 am

002 lousa 2

3 rotundas | 3 roundabouts ; Projeto | project: Paulo Seco ;  colaboração | colaboration: Filipe Lourenço ; Imagem |image: © Impare Arquitectura ; 2012

 

 

As rotundas são provavelmente o mais comentado elemento urbano.

Mesmo as praças e as ruas, quando se trata de comentar uma qualquer intervenção urbanística, não são alvo de argumentos tão fervorosos.

Neste contexto, se um projeto urbano já acarreta por si, grandes responsabilidades, pela importância que tem na vida e no bem-estar das pessoas e na memória dos lugares, um projeto, não para uma rotunda, mas para um conjunto de rotundas, mais responsabilidades acarreta.

As rotundas são elementos urbanos desenhados para responder a uma melhor organização do tráfego automóvel que, na sua maioria – das cerca de 5000 – recebem esculturas ou elementos escultóricos carregados das mais insuspeitas simbologias, de homenagem a pessoas ou a acontecimentos relevantes para os habitantes locais, mas muitas vezes irreconhecíveis para os forasteiros.

Outras vezes, na tentativa de diferenciação, recorrem a arquétipos simples, por vezes banais, muitos vezes ingénuos, que garantem uma leitura, uma identificação fácil e rápida, mas quase sempre pobre ou mesmo vazia em conteúdo.

A propósito da paisagem urbana atual e das estradas-ruas que a compõem, Alvaro Domingues refere:

“Há quem simplesmente passe e há quem queira sair e entrar, estacionar ou atravessar a estrada. Rápida de mais para quem lá vive, lenta e congestionada para quem lá passa. Um desassossego que não se resolve com passadeiras, semáforos, multas, rotundas e outros truques de acalmia de tráfego.”

 

proposta

O conjunto, de três rotundas, é composto pela rotunda do Freixo, a primeira que se aborda, quando se chega à Lousã pela Estrada da Beira e pelas duas rotundas que fazem a ligação entre a Rua de Coimbra e a Variante.

Tratando-se de rotundas que se localizam no principal acesso à vila da Lousã, pretendeu-se que o seu caráter pudesse ser associado à recepção de quem chega, num gesto de acolhimento para quem visita a região, num sinal de boas vindas.

É assim proposta, na plataforma central das rotundas, a construção de muros em xisto, paralelos entre si, com espaçamentos diferentes, com cerca de 1,5m de altura, dando expressão à horizontalidade do conjunto.

Na primeira rotunda os muros terão a cor do xisto e o piso com vegetação (urze de flor branca, com floração em maio) misturada com gravilha de pedra branca, solução que transmite alguma neutralidade (preto e branco).

Os muros estarão orientados no sentido nascente/poente e terão um afastamento mínimo de 5m ao limite exterior da rotunda, distância que permite uma visibilidade perfeita para a circulação de veículos nas rotundas (que têm cerca de 42m de diâmetro).

As duas rotundas de ligação da Rua de Coimbra com a Variante, terão mesma solução de muros de xisto com a mesma orientação norte/sul, funcionando assim como uma espécie de bússola, orientadora.

Para reforçar o significado único da rotunda será desenhado uma anamorfose da palavra LOUSÃ sobre a superfície dos vários muros, nos quais os caracteres, deformadas e esticados, só serão reconhecíveis a partir de uma certa distância e num determinado local. Ou seja, só num exato momento da passagem pela rotunda, a palavra fará sentido.

bridge | ponte rio vouga

  • September 9, 2014 11:39 am

Ponte rio Vouga_paulo seco 2014

 

ponte rio vouga | bridge ;  proposta |  proposal  ; | projeto | project:  paulo seco ; Imagem |image: © impare arquitectura 2014 ; legenda | subtitle:  1529, 26 de Fevereiro | “vedor e recebedor da obra da pomte que ora mamdo fazer no rio Vouga e sull” | 2011, 12 Novembro | paulo seco 2014

 

A Acesso Cultura,  uma associação que promove o acesso físico, intelectual e social à cultura, realizou em Julho, no Centro Português de Fotografia, um debate com o tema Arquitectura: questões de limitação e libertação, onde foram abordadas questões relacionadas com a acessibilidade aos edifícios, procurando contribuir para o esclarecimento dos temas ligados à inclusão,

A pretexto deste debate, foi apresentado um projeto que pretendeu mostrar uma evidente barreira física na ligação entre dois pontos – a impossibilidade de travessia de um rio através de uma ponte que ruiu – e a sua solução, com uma intervenção que propõe a ligação das duas margens através de uma plataforma que une as duas partes, separadas, da ponte.

O projeto pretende levantar algumas questões, que se podem extrapolar para temas mais abrangentes, mais genéricos e por isso, mais abstratos, aludindo assim para a premência da discussão das questões relacionadas com a acessibilidade, de manifesta importância para uma melhoria das condições do acesso físico, social e intelectual.

No referido debate participaram ainda, com a moderação de Cândida Colaço Monteiro, a arquiteta Lia Ferreira, Provedora Municipal do Cidadão com Deficiência e a Dra. Maria João Vasconcelos, Diretora do Museu Nacional Soares dos Reis.

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Acesso Cultura, an organization that promotes the physical, intellectual and social access to culture, conducted in the Centro Português de Fotografia (Photography Portuguese Center), a discussion with the subject “Architecture: issues of limitation and liberation” helping to the clarification of issues related to inclusion.

In this atmosphere, was presented a project that showed an obvious physical barrier on the link between two points – the impossibility of crossing a river through a collapsed bridge – and its solution: the connection of the two sides of river through a platform to link the two separated parts of the bridge.

The project intends to raise some questions, which can be extrapolated to broader topics, more generic and therefore more abstract, thus alluding to the urgency of the discussion of the issues of accessibility, important for improving the conditions of the physical, social and intellectual access.

This event, moderated by Candida Colaço Monteiro, was also attended by Lia Ferreira, architect/municipal provider citizens with disabilities, and Maria João Vasconcelos, director of the Museu Nacional de Soares dos Reis (National Museum)

astória restaurant | oporto intercontinental

  • August 4, 2014 6:23 pm

intercontinental IMG_15014

Restaurant Astoria | Oporto Intercontinental ;  Proposta |  proposal  ; | Projeto | project: Paulo Seco ;  colaboradores | colaboration: Filipe Lourenço,  Ana Rita Neves, Martyna Rajewska ; Imagem |image: © Impare Arquitectura  e  Guilherme Carmelo ; 2013

Concreta 2013

  • July 1, 2013 12:00 am

 

concreta  impare arquitectura

Concreta 2013 | Portugal Meeting Point | Projeto | project: Paulo Seco ;  colaboradores | colaboration: Filipe Lourenço,  Ana Rita Neves ; Imagem |image: © Impare Arquitectura

Colégio Mira Rio, Lisboa

  • March 18, 2013 9:00 am

 

Concurso |competition | Colégio Mira Rio, Lisboa  

Arquitectura | architect: Paulo Seco ; consultor para o projeto de arquitectura | architecture’s advisor: José Gigante ; consultor para o projeto de fundações e estruturas | engineering advisor: Prof. Aníbal Costa ;  colaboradores | colaboration: Filipe Lourenço, Ana Rita Neves, João Garcia  ; Projectos de especialidades | engineering: João Miranda Guedes, Bruno Quelhas da Silva, Tiago Ilharco, Valter Lopes  [Estruturas | structural engineer]; Rossana Pereira [acondicionamento acústico | acoustic]; Cristina Marques, Sofia Pacheco  [paisagismo |landscaping] ; Concurso | competition : 2012 ; Imagem |image: © Impare Arquitectura

Concurso Público para o Projecto de Reabilitação das Estufas Tropicais do Jardim Botânico da Universidade de Coimbra

  • July 2, 2012 2:54 pm

 

 2º PRÉMIO

 

concurso |competition | Reabilitação das Estufas Tropicais do Jardim Botânico da Universidade de Coimbra | Rehabilitation of Tropical Botanical Greenhouses of the Garden, University of Coimbra

Arquitectura | architect: Paulo Seco | Colaboradores | colaboration: Filipe Lourenço | Projectos de especialidades | engineering: João Miranda Guedes [Estruturas | structural engineer];Vasco Freitas [projeto de térmica e hidráulica |thermal project and hydraulic]; cristina marques [paisagismo |landscaping];carlos guimarães [instalações mecânicas | mechanical equipment]; Raul Serafim [Instalações Eletricas | electrical engineer]; Rui Marques [design de comunicação | communication design] Imagem |image: © Impare Arquitectura

 

apartamento – porto

  • October 6, 2011 9:10 am

Remodelação de apartamento | renovation of flat . Cliente | Client: Miguel Lobo . Localização | location: Porto . Projecto | project: 2010 . Construção | construction: 2011 . Imagem | image: © Impare Arquitectura

apartamento em coimbra

  • October 4, 2011 9:05 am

 

Remodelação de apartamento | renovation of flat . Localização | location: Coimbra . Projecto | project: 2008 . Construção | construction: 2010 . Imagem | image: © Impare Arquitectura

casa em albergaria

  • October 3, 2011 4:56 pm

 

Remodelação e ampliação de habitação | housing renovation . Localização | location: Albergaria-a-Velha . Arquitectura | architect: Paulo Seco .  Colaboradores | colaboration: José Barbosa, Pedro Pedreira . Projectos de especialidades | engineering: Eduardo Castilho . Projecto | project 2002 . Construção | construction: 2010 . Imagem | image: © André Santos

mesa talks 2011

  • September 22, 2011 11:02 pm

 

mesa talks 2011 | foyer casa da música on Vimeo

Painel | Panel  .  Cliente | Client: Valchromat  .  Localização | location: Porto . Foyer da Casa da Música  para o Mesa Talks 2011.  Colaboradores | colaboration: Filipe Lourenço  .  Imagem | image: © Impare Arquitectura

starp system

  • May 15, 2011 11:39 pm

Apresentação do projecto “STARP SYSTEM” na Feira Internacional de Mobiliário Contemporâneo (ICFF) em Nova York, Booth 1166, 14-17 de Maio.

Presentation of project “STARP SYSTEM ” in the International Contemporary Furniture Fair (ICFF) in New York, Booth 1166, 14-17 May.

micro site:     www.starpsystem.impare.pt

1º prémio concurso nacional design de mobiliário

  • March 1, 2011 8:45 am

1º Prémio no II Concurso Nacional de Design de Mobiliário, organizado pela aimmp na categoria Designers/Design Quotidiano

pecol

  • February 2, 2011 8:45 am

NOMEAÇÃO PARA A PRIMEIRA EDIÇÃO DO “PRÉMIO PORTAL ARQUITECTOS  2010″ NA CATEGORIA “OUTROS EDIFÍCIOS” http://apps.facebook.com/premioarq/

Edificio de Escritórios, Showroom e Refeitório  |  office building, showrrom and canteen. Cliente | Client: Pecol S.A . Localização | location: Águeda . Arquitectura | architect: Paulo Seco . Colaboradores | colaboration: José Barbosa, Pedro Pedreira, Vitor Moutinho, Lissette Gonçalves. Projecto | project: 2005 . Construção | construction: 2009 . Imagem | image: © Fernando Gabriel

pecol

  • February 2, 2011 8:31 am

NOMEAÇÃO PARA A PRIMEIRA EDIÇÃO DO “PRÉMIO PORTAL ARQUITECTOS  2010″ NA CATEGORIA “OUTROS EDIFÍCIOS” http://apps.facebook.com/premioarq/

Portaria  |  security reception . Cliente | Client: Pecol S.A . Localização | location: Águeda . Arquitectura | architect: Paulo Seco . Colaboradores | colaboration: Lissette Gonçalves . Projecto | project: 2008 . Construção | construction: 2009 . Imagem | image: © Fernando Gabriel

pecol

  • February 2, 2011 8:30 am

NOMEAÇÃO PARA A PRIMEIRA EDIÇÃO DO “PRÉMIO PORTAL ARQUITECTOS  2010″ NA CATEGORIA “OUTROS EDIFÍCIOS” http://apps.facebook.com/premioarq/

Edificio Sede Pecol S.A |  headquarters building Pecol S.A . Localização | location: Águeda . Arquitectura | architect: Paulo Seco . Colaboradores | colaboration: Lissette Gonçalves . Projecto | project: 2008 . Imagem | image: © Impare Arquitectura

casa joão alegre

  • February 2, 2011 8:20 am

NOMEAÇÃO PARA A PRIMEIRA EDIÇÃO DO “PRÉMIO PORTAL ARQUITECTOS  2010″ NA CATEGORIA HABITAÇÃO http://apps.facebook.com/premioarq/

Casa João Alegre | House for João Alegre . Localização | location: Anadia . Arquitectura | architect: Paulo Seco . Colaboradores | colaboration: José Barbosa, Mónica Capitão, Pedro Pedreira . Projecto de especialidades | engineering: Pedro Tavares [ estabilidade | structural engineer; Macieira de Castro [infraestruturas | infrastructures ] . Construtor | general contractor: Brandão & Pereira. Construtores Civis, Lda . Projecto | project: 2004 . Construção | construction: 2007 . Imagem | image: © Hernani Pereira | Meio Formato

pecol s.a. no programa arquitectarte da RTP

  • February 2, 2011 1:30 am

NOMEAÇÃO PARA A PRIMEIRA EDIÇÃO DO “PRÉMIO PORTAL ARQUITECTOS  2010″ NA CATEGORIA “OUTROS EDIFÍCIOS” http://apps.facebook.com/premioarq/

Impare Arquitectura – Pecol SA no programa Arquitectarte da RTP from paulo seco on Vimeo.

Reportagem de Sónia Borges com o arquitecto Paulo Seco da Impare Arquitectura sobre o projecto de escritórios, show-room, refeitório e portaria da Pecol SA em Águeda, Portugal

prémio mobilidade ’10

  • January 31, 2011 7:19 pm

Prémio Mobilidade ’10 - concurso |  competition .  Arquitectura | architect: Paulo Seco | Filipe Lourenço . Projecto | project: 2010 . Imagem | image: © Impare Arquitectura

apartamento campo alegre

  • January 10, 2011 8:54 am

Remodelação de apartamento | renovation of flat . Localização | location: Porto . Colaboradores | colaboration: Lissette Gonçalves . Projecto | project: 2009 .  Construção | construction: 2010 . Imagem | image: © Paulo Duarte | Meio Formato

cooperativa de paredes

  • December 17, 2010 5:16 pm

Cooperativa de Paredes – concurso | Co-operative society – competition . Localização | location: Paredes. Arquitectura | architect: Paulo Seco . Projecto | project: 2010 . Imagem | image: © Impare Arquitectura